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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Cicuta


Antes de me
ver caída
de joelhos ao chão
à mão do teu chá
de Cicuta,
ver-te-ei, 
(recostada na poltrona 
dura da vida e na primeira fila),  
morrer em primeiro lugar
envenenado
na tua própria
mordida.

Se soubesses das vezes que as minhas entranhas dão um nó de raiva e agonia, tu fugias!!!

domingo, 14 de outubro de 2012

Sem retorno



























És tu que me empurras para os braços alheios 
com engodos, mentiras e devaneios... 
Será que algum dia vais dar conta
do mal que me causaste,

e do monstro que acordaste? 
Talvez esse dia, um dia vá chegar, 
quando for tarde 
e já não houver volta a dar.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Ausências

- Enquanto a memória não me atraiçoar, nunca me esquecerei de ti.
- Isso é muito tempo...
- É? Mas como se pode esquecer alguém que partilhou parte da nossa vida de uma forma tão especial?
- Partilhou? Ou partilha ainda que de forma controlada e contida?
- Estaria a falar num futuro.
- Mas isso é só amanhã e o que importa é o hoje.
- Mas diz-me meu anjo, o que desperto em ti?
- Raiva, ternura, saudade, vontade de te deixar partir, vontade de te ter perto de mim. Como vês uma série de sentires contraditórios.
- Bem...Os mais extremos, não sabia! Desculpa pela raiva! Sei que queres as coisas no tempo e no espaço à tua maneira.
- Sabes que só sei lidar no limite dos extremos, gosto pouco de lumes brandos e de banhos-maria.
- E quando não te correspondo...ficas assim.
- Ficava assim. A tua ausência de correspondência foi carpida e já se encontra erguida.
- E que tal recomeçar-mos tudo de novo?
- Eu já recomecei, Sozinha!